ENTENDA COMO A CIDADE INTELIGENTE PRESERVA O MEIO AMBIENTE

ENTENDA COMO A CIDADE INTELIGENTE PRESERVA O MEIO AMBIENTE

Desmatamentos, poluição atmosférica, descartes irregulares: muitos dos principais problemas ambientais têm uma origem em comum, nossos centros urbanos. Seja pelo crescimento desordenado, pelo uso excessivo de recursos ou pela falta de serviços básicos, como saneamento e água tratada, o ponto é as cidades são muitas vezes prejudiciais ao nosso planeta.

O que não faltam, porém, são alternativas para mudarmos esse cenário, e muitas delas têm ligação direta com um tema que já conhecemos muito bem: as Cidades InteligentesEficientes, integradas e resilientes, essas cidades reconhecem que a qualidade de vida de seus moradores anda junto com a sustentabilidade, e por esse motivo apostam sempre em tecnologias ou iniciativas capazes de preservar seus ecossistemas e recursos naturais.

Quer descobrir por que elas saem na frente quando o assunto é sustentabilidade? Explicamos abaixo o porquê:

 

Gestão pública integrada

As Cidades Inteligentes conseguem entregar melhores serviços porque gerenciam suas infraestruturas de forma unificada e abrangente. Para seus gestores, áreas como saneamento, transporte e tecnologia são sempre consideradas em conjunto com o meio ambiente pois se reconhece que um assunto está diretamente relacionado com o outro.

Em São Paulo, por exemplo, grande parte da poluição vem do uso do automóvel – problema que também diz respeito ao setor de mobilidade. Tanto é que, na pandemia, a capital paulista viu a qualidade atmosférica do ar subir consideravelmente com menos pessoas dirigindo nas ruas. Os efeitos nocivos gerados pelos combustíveis fósseis levam também a outra questão: a capacidade que uma cidade tem em incentivar e adotar fontes energéticas mais limpas. Entra aí, portanto, o papel de entidades como Secretarias de Inovação e Tecnologia para seguir inovando e buscando soluções mais limpas para a cidade.

 

Coleta e monitoramento de dados

Para que diferentes áreas da gestão pública conversem entre si, é preciso, que cada uma delas conheça sua própria performance e os desafios que precisa enfrentar. Nas Cidades Inteligentes, isso se faz com a coleta e análise de dados: é por meio de políticas que se baseiam em informações seguras e constantemente atualizadas que gestores conseguem identificar problemas ambientais ou áreas de risco/vulnerabilidade, adotar estratégias para solucionar os problemas encontrados e responder de forma rápida aos desafios.

Através de sensores que monitoram a poluição da água, por exemplo, municípios podem acompanhar com segurança se seus habitantes estão tendo o devido acesso ao recurso, conseguem ser notificados em casos de acidentes ambientais e são, dessa forma, capazes de criar em pouco tempo ações de contenção emergencial. Outro ponto positivo do uso dessas tecnologias é que, além da coleta em tempo real de dados, gestores podem acompanhar a evolução dos números ao longo do tempo, conseguindo mensurar se suas políticas estão ou não tendo impacto positivo para a cidade e seus moradores.

No caso do meio ambiente e, mais especificamente, de áreas de preservação, não podemos nos esquecer da relevância do monitoramento por todo o território. Nas Cidades Inteligentes, satélites, sistemas de vigilância e drones têm a importante missão de indicar em tempo real focos de incêndio e desmatamentos ilegais. Um exemplo de como essas ferramentas funcionam é a solução Copernicus, também conhecida como o Programa de Observação e Monitoramento da Terra da União Europeia. Ele coleta dados ambientais de satélites e sensores em todo o planeta para fornecer as informações de maneira completa, livre e aberta.

 

Aposta na inovação

Em uma Cidade Inteligente, a busca por inovação leva os serviços públicos a se tornarem cada vez mais prestativos. Sempre atrás de novas ferramentas, parcerias e ideias, essas cidades priorizam soluções que reduzem os custos e tempos de implementação, que identificam problemas mais rapidamente e que conseguem atender com qualidade cada vez mais cidadãos. De sistemas de Big Data à aplicativos que utilizamos no nosso dia-a-dia, o que não faltam são alternativas simples e baratas para enfrentar os problemas urbanos.

Um exemplo disso pode ser encontrado em Paris, na França. Estima-se que 30% do trânsito no centro das cidades é causado por carros procurando um lugar para estacionar, e foi justamente para responder a esse desafio que a capital francesa apostou em um sistema de estacionamento inteligente. Com a ajuda de sensores e softwares, o aplicativo de celular indica com antecedência ao usuário sobre a disponibilidade de vaga, que pode então reservar e pagar por ela de modo online. Sem tantos carros circulando pelas ruas, quem sai ganhando é o trânsito, com menos congestionamentos, e o próprio meio ambiente, com menos poluição.

 

Engajamento cidadão

Não há forma mais eficiente de identificar as demandas da população do que criando canais diretos de diálogo. Por isso, além de sempre contar com gestões transparentes, que divulgam como e onde os recursos públicos estão sendo utilizados, as Cidades Inteligentes promovem o engajamento político de seus cidadãos. Não por acaso, esses municípios apostam na conectividade e no acesso cada vez mais universal à internet para que seus moradores se tornem parte desse universo digital.

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